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Expetativas para o setor da hotelaria em Portugal

Abril 12, 2021

Hotelaria em Portugal

O crescimento da indústria das viagens e turismo, com uma grande expressão económica em Portugal, sofreu um revês devido ao impacto da pandemia Covid-19. As consequências no aumento do desemprego foram mais sentidas no sector dos serviços, em especial na área do alojamento, restauração e similares, sendo as regiões mais penalizadas a do Algarve, seguida de Lisboa e Vale do Tejo. O controlo da transmissibilidade do Covid-19 é essencial para a retoma económica do país em todos os setores, em especial, no Turismo. Os países da União Europeia esperam ter mais de 70% da população vacinada em setembro.

O Turismo de Portugal tem sido amplamente reconhecido. Mais recentemente, Portugal foi eleito o melhor país da Europa a visitar em 2021 e é o oitavo destino “pós-covid” preferido dos viajantes de luxo, distinguindo-se pela beleza natural, gastronomia, praias e história rica em tradição. Com esta diversidade nos atrativos do país, e o esperado regresso do turismo já em maio, perspetiva-se a retoma do crescimento económico no setor da hotelaria, com acrescidos cuidados de higiene e o cumprimento dos protocolos de segurança estabelecidos.

Perante a conjuntura atual e as incertezas que ainda caracterizam este período, quais são as expectativas para o setor da hotelaria em Portugal?

A SW considerou pertinente auscultar a opinião de especialistas e convidou Elmar Derkitsch, Diretor Geral do Lisbon Marriott Hotel, e Jaime Morais Sarmento, Diretor de Recursos Humanos do Pine Cliffs Resort, a partilharem o seu conhecimento com os success work’ers.

“Dada a situação que enfrentamos, toda e qualquer expectativa é neste momento bastante frágil, face à permanente alteração da situação epidemiológica nos países que representam os nossos principais mercados, bem como as decisões de ajustamento que o governo português tem tido a necessidade de tomar e que impactam as viabilidades de exercício económico do sector hoteleiro, entre outros”, enceta Jaime Morais Sarmento. Todavia, considerando as decisões tomadas para o desconfinamento gradual, o Algarve “poderá começar a assistir a uma recuperação face ao ano passado a partir de junho, num misto entre os mercados internacionais mas igualmente com forte peso do mercado português, principalmente nos meses de Julho e Agosto. O cansaço emocional de quem reside nas grandes cidades, quer seja em Portugal, quer seja no estrangeiro,” impulsionará a procura de “espaços fora das grandes cidades, na busca de espaço ao ar livre, e aí o Algarve poderá ter alguma vantagem competitiva” – nos Estados Unidos da América “a recuperação que resorts e unidades de lazer estão a verificar aos fins de semana, é mais rápida que unidades dos centros da cidade.” Mas, embora existam condições para o Algarve iniciar a retoma da sua atividade turística, “provavelmente ainda teremos 3 a 4 anos de recuperação para voltarmos a números de 2019”.

Também Elmar Derkitsch estima que, na região de Lisboa, “a retoma do negócio comece durante o verão” e que, à semelhança do ano passado, assistam a uma maior procura “para os resorts e uma procura mais reduzida nas cidades. Para o outono, esperamos uma recuperação e procura por parte de clientes corporate [empresariais]. A retoma para os grandes eventos, provavelmente, só irá acontecer no inverno de 2021/22”.

E quais serão os grandes desafios das unidades hoteleiras? No próximo artigo abordaremos os temas estratégias de marketing e recursos humanos.